Cheiros da Terra

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Cheiros da Terra

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010


Pesço perdão, mas, declaro-me Vivo.

Saboreio cada momento.
Antigamente me preocupava quando os outros falavam mal de mim.
Então fazia o que os outros queriam, e a minha consciência me censurava.
Entretanto, apesar do meu esforço para ser bem educado, alguém sempre me difamava.
Como agradeço a essas pessoas, que me ensinaram que a vida é apenas um cenário!
Desse momento em diante, atrevo-me a ser como sou.
A árvore anciã me ensinou que somos todos iguais,
Sou Guerreiro:
A minha espada é o amor,
O meu escudo é o humor,
O meu espaço é a coerência,
O meu texto é a liberdade.
Perdoe-me se a minha felicidade é insuportável,
Mas, não escolhir o bom senso comum.
Prefiro a imaginação dos índios,
Que tem embutida a inocência.
É possível que tenhamos que ser apenas humanos.
Sem amor nada tem sentido,
Sem amor estamos perdidos,
Sem amor corremos o risco de estar-mos caminhando de costa para a luz.
Por esta razão é muito importante que apenas o amor inspire as nossas ações.
Anseio que descubra a mensagem por detrás das palavras;
Não sou um sábio,
Sou apenas um ser apaixonado pela vida.
A melhor forma de despertar é deixando de questionar se nossas ações incomodam aqueles que dormem ao nosso lado.
Chegada não importa, o caminho e a meta são a mesma coisa.
Não precisamos correr para algum lugar, apenas dar cada passo, com plena consciência.
Quando somos maiores que aquilo que fazemos, nada pode nos desequilibrar.
Porém quando permitimos que as coisas sejam maiores do que nós, o nosso desequilíbrio está garantido.
È possível que sejamos apenas água fluindo;
O caminho terá que ser feito por nós.
Porém não permita que o leito escravize o rio, ou então em vez de um caminho, terás um cárcere.
Amo a minha loucura que me vacina contra a estupidez.
Amo o amor que imuniza contra a infelicidade, que prolifera , infectando as almas e atrofiando corações.
As pessoas estão acostumadas com a infelicidade, que a sensação de felicidade lhe parece estranha.
As pessoas estão tão reprimidas, que a ternura espontânea as incomoda, e o amor lhes inspira desconfiança.
A vida é como um cântico à beleza, uma chamada à transparência.



Chamalú Índio Quéchua.

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